"O conceito de estratégia, em grego estrategia..." hahaha.
Aposto que o Capitão Nascimento não jogou ou joga nenhum game considerado de estratégia, e pior, ele assim como muitos de vocês ignorantes preconceituosos diriam: "tu é moleque", só porque eu jogo games de estratégia no PC (angry face!).
A verdade é que este tipo de jogo, chamado de RTS, (estratégia em tempo real em inglês) usando o termo técnico usado por nós nerds perturbados, é dos que mais exige das pessoas que jogam algum tipo de video game devido sua complexidade (eu acho, esse e adventure, já jogou Syberia?), sendo minimalista, seria como jogar xadrez sendo que você não precisa esperar a vez do outro adversário pra continuar jogando. Na verdade há games de estratégia com essa característica, onde cada um joga na sua vez, mas não vem ao caso, por que o Starcraft II é um RTS.
O primeiro Starcraft e sua expansão não cheguei a jogar, eles foram lançados no século passado, numa época que eu não tinha PC, e quando eu ganhei um havia outros games de stratégia que me interessavam, como SimCity, Civilization, MAX, Warcraft, Age of Empires, Dune, entre outros. Geralmente nos RTSs você possui três tarefas: explorar recursos(algum tipo de mineral exótico que te dára dinheiro), construir um base (que permitirá explorar mais recursos e construir unidades de ataque e defesa) e controlar suas unidades contra o oponente.
A motivação pra isso vem de enredos que englobam desde história antiga a comtemporânea, até fantasia e ficção científica. O Starcraft II continua cronologicamente a história do primeiro game, que os produtores lhe contam durante a instalação do próprio jogo, além de alguns flashbacks durante o game, e é uma história de ficção científica. Há três espécies no game: os Zerg, ferozes e monstruosos seres orgânicos que são iguais a uma praga, os Protoss seres sensitivos, com tecnologia extremamente avançada, e os os humanos chamados de Terrans. Nenhuma das três espécies podem se encontrar que geralmente o pau fecha. Motivos nunca faltam, mas o problema principal é os Zergs tentando assimilar novas espécies pra evoluir genéticamente, e por isso as vezes humanos e protoss se aliam pra combater os zerg, que são a verdadeira ameaça.
O enredo é muito bom, as fases não são repetitvas, os gráficos estão dentro do que se espera do padrão atual, e a jogabilidade é bastante clássica, algo que pode afastar quem costuma jogar RTSs modernos como Company of Heroes, Warhammer 40k ou World in Conflict em que ou a exploração de recursos foca na captura de pontos estratégicos do mapa (várias bandeiras), ou na quantidade de dano feito ao oponente, ou ainda a tarefa de construção de uma base é inexistente. Pra falar a verdade era isso que me impedia de jogar o game quando foi lançado, construir a base é muito chato e só me faz ter o problema de ter que defendê-la, além do fato de ser pouco real já que você tem que construir um 'prédio' que faz veículos terrestres, outro que faz aeronaves, outro que treina soldados, outro que transforma os minerais em recuros utilizáveis, outro que faz pesquisa, etc, tudo isso no meido do campo de batalha, de uma hora pra outra! É mais consistente ter que defender um território (uma bandeira) e receber recursos de acordo com seu desempenho em mantê-los ou capturá-los, sendo que suas novas unidades vem de outro lugar, igual a reforços que chegam no mapa por terra, mar ou ar apenas em pontos capturados ou pré estabelicidos por suas habilidades logísticas (hehe), enfim, mas o hype foi tão grande que decidi dar uma chance, e me surpreendi.
Recomendo. Ah, e algo legal é o aspecto RPG dado ao game ao permitir que você gaste dinheiro e pontos recebidos por completar as missões pra acrescentar novas unidades e evoluir outras unidades suas para as missões seguintes. Outra coisa, acabei jogando apenas o single player porque gosto de descobrir a história, e porque sou muito ruim em multiplayer.
domingo, 3 de outubro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Samurai Jack
Dos poucos desenhos animados americanos que prestam Samurai Jack é um dos que me dou ao trabalho de assistir. O desenho chegou a passar por um tempo na TV aberta mas, pra variar, o horário era muito ruim pra eu acompanhar com frequência. Então pra ver como se saiu Jack, que é um samurai que foi exilado no futuro pelo seu principal inimigo Aku, baixei todos os episódios há algum tempo. A série vai apenas até a quarta temporada e um grupo de brasileiros começou a legendar os episódios da primeira temporada recentemente, mas quem quiser se aventurar no inglês não vai se arrepender. O estilo do desenho é semelhante ao da séria animada Clone Wars (a antiga, com eps de 10 minutos e em cel motion) com um aspecto meio cinematográfico nas cenas, focando apenas em movientos específicos de personagens, tela dividas com os olhares em close, foco no ambiente das disputas enquanto os personagens imóveis se encaram, bem bacana, lembra um pouco os estilos japoneses de anime e mangá.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Documentários fodas!
Vou começar pelo que assisti primeiro, "Encounters At The End Of The World", esse é um documentário do Herzog sobre a Antártica, mas como ele mesmo diz não é 'mais um documentário sobre pinguins', é um documentário sobre lugares e pessoas no continente: quem são elas, como vivem, porque foram parar lá. Em geral são 'figuras' interessantes, todos, inclusive o próprio Herzog, que narra o filme, e não poupa o expectador de suas opniões pessoais um tanto quanto extremas em alguns casos.
Outro bom filme é "Black Gold", documentário sobre produtores de café na Etiópia e sua luta pra sobreviver sem educação, saúde, saneamente ou mesmo comida, enquanto na Europa e EUA empresas como Kraft , Nestlé e StarBucks, que compram o café destes produtores, enriquecem e dominam o mercado mundial de venda e comercialização de café industrializado. Uma das muitas disparidades mostradas no filme diz repeito ao preço pago pelo quilo do café: enquanto os produtores recebem $ 0,30 (dólar americano) por quilo (suficiente para produzir 80 copos de café), um copo da bebida é vendido no Ocidente por até $ 2,90. Alguém está lucrando muito com a miséria dos outros, algo infelizmente cada vez mais comum no capitalismo globalizado atual.
Por último, "Anvil! The story of Anvil", que conta a história de uma banda canadense de heavy metal formada no fim da década de 70, e que chegou a fazer um certo sucesso nos anos 80 dividindo o palco em festivais com Scorpions e Whitesnake, mas que nunca chegou a vender milhões de cds. A banda ainda existe, e o documentário mostra a vida dos dois integrantes mais velhos, que têm família e trabalham duro pra sobreviver em empregos convencionais, como qualquer outra pessoa. Um é um tipo de marceneiro e outro trabalho num centro de seleção de alimentos, mas como mostra o filme, eles ainda sonham em ser astros do rock um dia, e se dedicam à banda no restante do tempo disponível. É uma puta história de perseverança e amizade. O documentário foi feito por um fã da banda e foi lançado de forma independente no festival de Sundance em 2008. Antes disso ninguém dava um ovo, mas o filme é demais, e recentemente foi o primeiro pré-selecionado para o Oscar 2010.
Outro bom filme é "Black Gold", documentário sobre produtores de café na Etiópia e sua luta pra sobreviver sem educação, saúde, saneamente ou mesmo comida, enquanto na Europa e EUA empresas como Kraft , Nestlé e StarBucks, que compram o café destes produtores, enriquecem e dominam o mercado mundial de venda e comercialização de café industrializado. Uma das muitas disparidades mostradas no filme diz repeito ao preço pago pelo quilo do café: enquanto os produtores recebem $ 0,30 (dólar americano) por quilo (suficiente para produzir 80 copos de café), um copo da bebida é vendido no Ocidente por até $ 2,90. Alguém está lucrando muito com a miséria dos outros, algo infelizmente cada vez mais comum no capitalismo globalizado atual.
Por último, "Anvil! The story of Anvil", que conta a história de uma banda canadense de heavy metal formada no fim da década de 70, e que chegou a fazer um certo sucesso nos anos 80 dividindo o palco em festivais com Scorpions e Whitesnake, mas que nunca chegou a vender milhões de cds. A banda ainda existe, e o documentário mostra a vida dos dois integrantes mais velhos, que têm família e trabalham duro pra sobreviver em empregos convencionais, como qualquer outra pessoa. Um é um tipo de marceneiro e outro trabalho num centro de seleção de alimentos, mas como mostra o filme, eles ainda sonham em ser astros do rock um dia, e se dedicam à banda no restante do tempo disponível. É uma puta história de perseverança e amizade. O documentário foi feito por um fã da banda e foi lançado de forma independente no festival de Sundance em 2008. Antes disso ninguém dava um ovo, mas o filme é demais, e recentemente foi o primeiro pré-selecionado para o Oscar 2010.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
The Colbert Report
A TV no Brasil tá uma bosta, vamos falar a verdade. Hoje em dia mais vale o cara ficar vasculhando a net por notícias e baixar programas de canais estrangeiros para ter informação e entretenimento de qualidade. Eis que em uma destas procuras acabei descobrindo um programa chamado "The Colber Report", que passa no Comedy Central e é um programa político- humorístico em parte parecido com o Jô Soares, que na real não passa de uma cópia do programa Late Show, do David Letterman, mas essa é outra história. Voltando pro Colbert Report: nele o apresentador, Stephen Colbert, é na verdade um personagem fictício que passa as informações políticas do dia e as analisa de acordo com sua visão um tanto peculiar do fatos, geralmente extremista, preconceituosa e egoísta. Mas é assim, falando absurdos que mais parecem ter saído de um discurso do Severino Cavalcanti, a lucidez em pessoa, que Stephen crítica diretamente os modos dos políticos americanos. Toda essa ironia, sempre presente e constante, não desgasta o método porque Stephen é um grande ator, ele 'acredita' nas besteiras que fala. Há sempre também um convidado, geralmente algum escritor, político, jornalista ou cineasta que esteja de alguma forma ligado a temas políticos e que tem que suportar a lingua afiada, o narcisismo e a descrença de Stephen sobre seu trabalho. O programa tem cerca de 20 minutos sem os intervalos. No site do programa, Colbert Nation, há alguns clipes, mas infelizmente as versões completas dos episódios, livres nos EUA, não estão disponíveis pra gente.
sábado, 12 de setembro de 2009
Brazillian Girls, Spike Jonze e Charlie Kaufman.
Well, well, well... agora que tô perto de defender minha dissertação acho que as coisas vão começar a ficar mais calmas, e já que tô aqui, umas dicas: procurem por Brazilian Girls, que apesar do nome que mais parece ad de site pornô, é na verdade uma bandinha pop americana que mistura vários rítimos e idiomas, bem curioso.
Um filme digno de nota que vi há pouco tempo é 'Adaptation', com Nicolas Cage e Meryl Streep, de 2002. A história mistura ficção e não-ficção e se desenvolve em torno da adaptação para o cinema de um livro chamado 'The Orchid Thief' (baseado em fatos reais). Vendo o filme percebe-se que o título escolhido, 'Adaptação', é usado com múltiplos significados: literário, biológico, social, etc. O filme foi dirigido por Spike Jonze e escrito por Charlie Kaufman, e em certos momentos se mistura, literalmente, com outro filme deles, 'Being John Malkovich', que também é bastante interessante, apesar de eu não ter ficado tão impressionado com esse filme como a maioria das pessoas. De qualquer forma, em geral os trablahos desses dois caras, juntos ou não, fogem do cinema padrão, procurem outros filmes deles pra ver. Aconselho bastante 'Synecdoche, New York', e 'Eternal Sunshine of the Spotless Mind'.
Um filme digno de nota que vi há pouco tempo é 'Adaptation', com Nicolas Cage e Meryl Streep, de 2002. A história mistura ficção e não-ficção e se desenvolve em torno da adaptação para o cinema de um livro chamado 'The Orchid Thief' (baseado em fatos reais). Vendo o filme percebe-se que o título escolhido, 'Adaptação', é usado com múltiplos significados: literário, biológico, social, etc. O filme foi dirigido por Spike Jonze e escrito por Charlie Kaufman, e em certos momentos se mistura, literalmente, com outro filme deles, 'Being John Malkovich', que também é bastante interessante, apesar de eu não ter ficado tão impressionado com esse filme como a maioria das pessoas. De qualquer forma, em geral os trablahos desses dois caras, juntos ou não, fogem do cinema padrão, procurem outros filmes deles pra ver. Aconselho bastante 'Synecdoche, New York', e 'Eternal Sunshine of the Spotless Mind'.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Eita!
Muito tempo sem atualizar, só vou colocar uma lista dos filmes que vi nesse meio tempo pra constar no arquivo: Ip Man (lê-se ip man em português mesmo) filme chinês de kung-fu semi-biográfico que conta a história de um shifu, o Ip Man, esse cara é que foi o mestre do Bruce Lee; Okuribito; Der Baader Meinhof Komplex; Divine Intervention; The Machinist; Franklin; International; The Good, the Bad and the Ugly; City of Ember; Trainspotting; Walk Hard: The Dewey Cox Story; Tche Part Two; Bottle Rocket; Lost in Translation; Vinyan; Mongol; Gran Torino; Zack and Miri make a porno; Bolt; Yes Man; Foot fist way; The Reader; Frozen River; Solaris (do Tarkovski, foda pra variar); Twilight; Ping Pong Playa; Five Minutes of Heaven; e uns seriados tambem: The Fligth Of The Conchords, Ocuppation e Eastbound & Down por enquanto. Outra hora eu adito isso colocando mais info dos filmes, por enquanto só do primeiro da lista mesmo, hehe.
terça-feira, 28 de abril de 2009
W.
W. é o nome do filme biográfico lançado no ano passado que conta parte da história de George W. Bush, que como todo mundo sabe foi presidente dos Estados Unidos (por dois mandatos) antes de Barack Obama. O foco do filme é quase que exclusivamente a fase adulta de Bush, passando pelos tempos de Faculdade, multiplos empregos fracassados, casamanto, tentativas de engajamento na política e obviamente os tempos como presidente, sobretudo as fases pré e pós guerra do Iraque. Devo dizer que do meu ponto de vista o filme 'alivia' a barra do Bush, apesar de parte dos críticos pró republicanos pensarem o contrário. Digo isso porque ao incluir os problemas familiares dos Bush para contar a história da formação do caráter e da personalidade de W. (como muitos o chamam durante o filme) é mais fácil entender (mas não aceitar) as ações do ex-presidente em boa parte de sua vida. Além disso o filme traz à tona informações sobre parte das discussões nas várias reuniões de Bush e seus acessores que aconteceram antes da guerra contra o Iraque e me surpreende ver que Colin Powell não era tão fdp (sim fdp!) como muitos documentários mostram (um exemplo é No End in Sight). O Dick Cheney e o Donald Rumsfeld sim parecem mais aguniados pra mandar chumbo pra cima do Iraque e se apossarem do petróleo do oriente médio. No fim o filme deixa a impressão de que a guerra não foi um ato totalmente forçado com toda aquela atmosfera de conspiração imperialista em volta que os esquerdistas, antiamericanos ou pacifistas tentam vender, mas sim fonte de um conjunto de decisões precipitadas baseadas em informações não tão confiáveis quanto deveriam ser (culpa da CIA e do DOD?). Até que ponto o que é mostrado é a verdade fica difícil saber, o ecritor Stanley Weiser teria lido mais de dezessete livros como parte da pesquisa para escrever o roteiro do filme, algo no mínimo considerável. Não há atores super famosos, mas umas caras conhecidas do cinema estão lá, como James Cromwell (que faz o Bush pai), Jeffrey Wright (Colin Powell) e Michael Gaston (General Tommy Franks), o diretor é Oliver Stone que já fez filmes com temática envolvendo outros presidentes americanos (Nixon e JFK).
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